Undead and Unwed (traduçao: Vampira e Solteira). Da autora: Mary Janice Davidson. É tipo, o melhor livro que eu já li varias e varias vezes, uma vez a cada dois meses por ai, eu vou lá e dou uma lidinha nele.
É muito engraçado, envolvente, emocionante, romantico, e erotico.
Com certeza um livro que eu sei da capa ate o final.
Tá vou colocar um pedacinho que sou apaixonada:
" O que em seguida recordo, foi abrir os olhos em uma absoluta escuridão. Quando menina li um conto curto a respeito de um pregador que foi ao inferno, e quando chegou descobriu que os mortos não tinham pálpebras, assim não podiam fechar os olhos para bloquear a visão do horror. Imediatamente soube que não estava no inferno, já que não podia ver nada.
Tentei me mover. Encontrava-me em um espaço pequeno, fechado, que era
uma intrigante combinação de suavidade e dureza. Estava sobre algo duro, mas os
lados de minha pequena jaula eram acolchoados. Se este era um quarto de hospital,
era dos mais estranhos. E onde estava todo mundo? Tive uma brilhante idéia e tentei me sentar. Minha cabeça se chocou contra algo suave e ao mesmo tempo duro, que se moveu quando o empurrei. Consegui me sentar e pisquei na penumbra.
A princípio pensei que era uma grande cozinha industrial. Depois me dava conta de que estava sentada em um ataúde. O qual tinha sido colocado em uma mesa grande, de aço inoxidável. Isso significava que não era uma cozinha, isto era...
Quase rasguei algo quando saltei para fora. Saí muito rápido, por isso o ataúde e eu nos demos a volta e caímos ao chão. Quando caí, senti o golpe em meus joelhos, mas não me importei; em um segundo estava de pé e correndo.
Passei pelas portas e me encontrei em uma grande sala. Estava ainda mais escura; não havia janelas à vista, simplesmente filas e filas de cabides. No extremo mais afastado da sala se encontrava uma loira alta, atemorizada, vestida com um ridículo traje rosado. Poderia ter sido bonita se não se pintasse com blush alaranjado e muita sombra azulada. Além disso seu lápis labial, rosa pardo, estava apagado. Vi-a chocantemente pálida e qualquer maquiagem lhe ficaria ruim.
Cambaleou para o meu lado, com uns sapatos comprados em liquidações, onde se você compra um par, dão outro de brinde. Seu cabelo era bonito: até os ombros, com um lindo ondulado nas pontas e belos reflexos. Deve pintar seu cabelo por vinte e três dólares no Shade Lush Golden Blonde.
A mulher desse horrível traje era eu. A mulher com os sapatos baratos era eu! "
E entao? Conseguiram sacar um pouquinho? Ela virou uma vampira, mas nao tem nenhum vampiro pra resgatar ela...Ao menos nao por enquanto. HaHa.
Mais um pouquinho:
" Se tenho uma qualidade, é a persistência. Não funcionou jogar-me no Mississippi: Já não precisava respirar. Movi-me torpemente pelo fundo enlodado do rio durante meia hora, antes de me dar por vencida e encontrar, com dificuldade, o caminho de retorno à costa. Tampouco faleci quando agarrei uma linha de alta tensão (embora tenha feito coisas muito feias em meu cabelo). Bebi uma garrafa de veneno, e a única conseqüência foi um caso surpreendente de boca seca. Roubei uma faca de açougueiro do Wal-Mart mais próximo — o lugar perfeito para ir às compras se estiver morto, são as três da manhã, e não tem nenhum cartão de crédito — e me apunhalei no coração: Nada."
Quantos casos de vampiros tentarem se matar tomando veneno voces ja viram? Nao muitos eu acho. Ela nem sabe que é uma vampira, ate que uma criançinha aponta para os dentes dela e diz isso.
Uma completa atrapalhada vampira, sem saber o que fazer. Sem mensionar os problemas que ela se mete depois. Um chefe do clã de vampiros a "carrega" para uma reuniao de vampiros.
Vamos ver:
"Tinha deixado meu carro em um estacionamento caro e me aproximava do Barnes & Nobre, quando uma limusine negra muito suja e salpicada com barro, freou a meu lado. Os cães (Havia oito: três labradores negros, um corgi, um golden retriever, dois poodles enormemente gordos, e um cão cruzado de ascendência desconhecida. Todos tinham coleiras e arrastavam correntes!) se sobressaltaram pelo ruído, e aproveitei para gritar:
- Me larguem!- Todas as portas da limusine se abriram de repente com um pequeno e explosivo ruído...
-Hãh?
… E vários pares de duras mãos me agarraram...
-Ei!
… e me atiraram dentro do carro. A porta se fechou de repente, e arrancou. -Sabia que isto passaria,- comentei a meus captores. –Com certeza, eu sabia. - Meus seqüestradores — havia quatro, e pareciam-se com o Rock anêmico e adoentado — tinham grandes cruzes de madeira em suas mãos, para proteger-se de mim. Um deles agitava uma pequena garrafa fechada, que devia ser água sagrada.
Estavam um pouco tensos, mas logo cheiravam a medo.
- Amigos, qual de vocês me chamou?
Fez-se um silêncio sepulcral.
- Bom, está certo, continuem assim, mas não estou assustada. Realmente, isto me faz recodar a noite do baile de formatura. Os maus entendidos, a parte traseira da limusine, o tétrico companheiro daquela entrevista, ah, tudo isso está se repetindo. "
E entao conhecendo o chef vampiro:
" Obviamente clandestinamente, este quarto estava bem iluminado — é obvio — por tochas. Havia várias pessoas nele, mas meu olhar se fixo em um imediatamente.
Era incrível. Facilmente o homem mais assombrosamente bonito que alguma vez tinha visto fora da revista Playgirl. Alto, muito alto — ao menos vinte e cinco centímetros mais alto que eu, e não sou de baixa estatura. Tinha um espesso
e negro cabelo, afastado descuidadamente da cara, que lhe caía em exuberantes ondas. Não muitos homens podiam brilhar com um topete como o do Elvis e este era um deles. Seus traços eram classicamente de aparência agradável: Nariz robusto, um bom queixo e uma fronte larga e bonita. Seus olhos eram belos e atemorizantes: do negro mais profundo, com uma luz neles, como a das brilhantes estrelas no escuro céu invernal. E sua boca se salvava de ser branda pela careta cruel de seu lábio superior.
E seu corpo! Era tão largo de ombros que me perguntei como tinha passado pela porta, e seus braços eram musculosos e poderosos. Vestia um traje negro, de corte excelente, que o fazia parecer mais alto ainda. Seus dedos eram fortes e retos, hábeis. As mãos de um pianista ou de um cirurgião. Seus sapatos eram — uau! Eram Ferragamos? E por que estava parado em um atoleiro? Comecei a me aproximar dele para olhá-lo melhor, quando olhei-o no rosto outra vez.
Embora fosse muito interessante e incrivelmente elegante, parecia tão furioso por estar ali como eu.
Havia também outras pessoas no quarto. Acho. Mas que importava?
- Ah, cavalheiros, tragam nosso mais novo coroinha!
Disse uma voz ressonante — não estou triste de dizer que não era a do homem que admirava — que me trouxe rapidamente de retorno para mim mesma. Sim, havia outras pessoas no cômodo. Outras pessoas pálidas, de fato. Pálidas, com olhos brilhantes e dente brancos, afiados. Mas pareciam doentes. Muito pálidos, até para serem vampiros; magros, frios, e esfarrapados. Apinharam-se e cravaram os olhos no orador. Teriam dado medo se não os s visse tão patéticos.
- Agora, Miss Taylor, como nosso suplicante mais recente, terá permissão para se alimentar em um momento. De fato todos outros também. – Com isto, a horda se viu ridiculamente agradecida.
O orador estava aproximando-se de mim, do lado mais longínquo do frio quarto de pedra. Não era tão impressionante como o outro tipo: Sua altura média, ligeiramente gordinho, com um queixo partido (que Jessica chamaria, com um infalível tato, “uma cara de bunda”) e uns aquosos olhos azuis. E — (gemi) — Vestia um smoking negro! Não era uma capa, mas quase tão mau.
- Primeiro e exijo isto de todos os Garotos Não-mortos novos - Assim é como disse ele, também. Podiam-se ouvir as letras maiúsculas. - Deve se ajoelhar e me deve jurar lealdade . Logo celebraremos, e você descansará a meu lado, nossa Garota Não-morta mais nova, e minha favorita atual.
Não quis dizer nada. Não quis. Mas comecei a rir e simplesmente não podia parar. Todos os outros no quarto deixaram de murmurar e queixar-se, e voltaram seus olhares horrorizados em minha direção. Exceto o Mr. Muito Belo do rincão. Ele arqueou as sobrancelhas e fez uma careta com seus lábios, mas não sorriu. Simplesmente me estudou com esse olhar fixo, gélido.
- Pare!
- Não posso, - ri bobamente.
- Ordeno-lhe que deixe de rir ! Ou não lhe será permitido beber na Sagrada
Garganta de nosso...
- Pare, pare, me vai me matar! – Continuei rindo, bufando e me apoiei contra um busto de pedra de um Carlson, assim não cairia ao chão. – Agora vai me dizer que haverá conseqüências horrendas por me atrever a debochar de seu pomposo ego.
Ele me apontou com o dedo. Não houve nada. Isto o assombrou, e também o desgostou muito.
- Cavalheiros! Castiguem-na!
Isto me fez rir outra vez. Os Cocker Boys se aproximaram, empunhando cruzes, e um deles me arrojou água benta no rosto. Devo ter engolido um pouco ao rir, porque comecei a tossir. E a rir. E a tossir. E a rir. Quando finalmente pude me controlar, os Cocker Boys tinham retrocedido ao lado mas longínquo, detrás do tipo do smoking, e os outros vampiros — exceto um — se apertaram tão longe de mim como puderam.
- Oh, querido, - gemi. Enxuguei as lágrimas. Realmente não tinha chorado, é obvio, mas minha cara estava molhada com água sagrada. - Oh, isto foi realmente genial. Bem que vale o preço do estacionamento no centro. E não é algo, sabe? Exceto talvez um show no Guthrie.
-Você é um vampiro, - disse o Menino Smoking, mas desta vez não gritou
majestosamente. Sussurrou.
- Obrigado pelas notícias de última hora, mas sabia disso quando despertei morta há alguns dias."
Ela é uma vampira bastante estranha e engraçada. Esperem para curtir mais o Bonitao com o topete. Mas acho que deveria deixar voces lerem ele. Porque sinceramente nao tem como explicar o quao bom é. Espero que gostem. Entao? Comentem! Beijos, D.B.

